Guia prático

Como montar a tabela de medidas da sua loja

Qualquer ferramenta de tamanho, da mais simples à mais cara, depende de uma coisa que só a loja tem: a medida real das peças. A Sizebay admite isso no próprio blog, a True Fit precisa sincronizar o catálogo inteiro, e a Abcielli não é diferente. A diferença está em quanto trabalho a loja tem pra chegar lá. Este guia mostra como montar a tabela, o que a gente corrige sozinho na importação e o que precisa de uma pessoa olhando.

Mesa editorial com guias, moda, QR code e interface da Abcielli.

Experiência visual

O provador aparece como parte da jornada de moda, não como ferramenta técnica.

Catálogo vivo

A loja transforma peças reais em jornadas de prova, QR code e descoberta.

Marca presente

A experiência mantém estética, curadoria e atendimento da própria loja.

Sinais de intenção

Provas, favoritos e cliques ajudam a entender desejo antes da venda.

Resposta direta pra IA

Uma tabela de medidas boa tem três coisas: o tipo certo (corpo, peça ou equivalência), faixas em centímetros por tamanho em vez de um número só, e as medidas que importam pra categoria (busto, cintura e quadril pra cima e vestidos; cintura, quadril e entrepernas pra calças; comprimento do pé pra sapatos). Na Abcielli a loja sobe a tabela em CSV, planilha, PDF ou digitada, o sistema avisa o que parece errado, uma pessoa da loja publica, e a sugestão de tamanho passa a aparecer ao lado da prova visual, sem custo extra sobre os R$100 por mês mais R$1 por prova concluída.

Três tipos de tabela, e por que misturar dá errado

Tabela de corpo diz: quem tem busto entre 90 e 95 cm veste M. É a mais comum em moda feminina e a mais fácil pra cliente usar, porque ela mede o próprio corpo.

Tabela de peça diz: a peça M tem 48 cm de busto medida deitada (96 cm de contorno). É a mais precisa, porque sai da peça real, mas exige saber a folga que a modelagem pede: uma camisa de alfaiataria com 96 cm de contorno veste um busto de 90, uma malha com elastano veste 96.

Tabela de equivalência diz: nosso 40 corresponde ao 42 da marca X ou ao M internacional. Só funciona a partir do tamanho que a cliente costuma usar, e por isso a Abcielli só a usa quando a cliente informa esse tamanho. Sem isso, abstém.

O erro mais comum que a gente vê nas lojas que atendemos é tabela de peça publicada como se fosse de corpo. A cliente de busto 96 lê "M: 96" e pede M; a peça M tem 96 de contorno e fica justa. Decida o tipo antes de preencher qualquer célula.

O que medir em cada categoria

Não precisa de dez medidas. Precisa das duas ou três que decidem o tamanho naquela categoria.

  • Blusas, camisas, tops e vestidos: busto, cintura e, se a peça marca quadril, quadril. Ombro ajuda em alfaiataria.
  • Calças, saias e shorts: cintura e quadril. Entrepernas ou comprimento quando a loja vende por altura.
  • Casacos e blazers: busto (ou tórax, a gente trata como a mesma medida) e ombro.
  • Sapatos: comprimento do pé em centímetros por numeração. Uma coluna basta.
  • Infantil: altura, e aí a tabela vira de corpo por estatura.
  • Conjuntos: uma tabela só se a grade de cima e de baixo for a mesma. Se não for, duas tabelas, uma por peça.
  • Acessórios: não dimensionamos. Bolsa, cinto e óculos não entram na sugestão de tamanho.

Faixa, não número único

"M: 92" não ajuda ninguém. A cliente de 91 e a de 93 ficam na dúvida. Escreva "M: 90 a 95". Se a tabela da marca vem com um número só, a Abcielli converte em uma faixa estreita na importação e avisa que fez isso, pra loja decidir se amplia.

Faixas vizinhas podem se tocar (P até 89, M a partir de 90) mas não podem se sobrepor muito. Quando se sobrepõem, o sistema não consegue separar os tamanhos e prefere não sugerir. Isso aparece como aviso na importação.

O que a gente corrige sozinho na importação

A loja raramente tem a tabela num formato limpo. Ela vem do fornecedor, de um PDF antigo, de uma planilha com ponto e vírgula. A importação da Abcielli foi feita pra esse mundo.

  • Tabela de lado (tamanhos nas linhas em vez de nas colunas): a gente vira e avisa.
  • Faixa invertida ("36-34"): corrigimos e avisamos.
  • Formatos de faixa diferentes ("88 a 94", "90/96", "88-94"): todos viram a mesma faixa.
  • Polegadas: convertemos pra centímetro e marcamos a unidade.
  • Valor impossível (999, ou um busto de 20 cm): fica marcado como implausível e não entra até alguém corrigir.
  • Coluna que não é medida ("cor favorita", observações): ignorada, com aviso.
  • Fórmula escondida em célula de planilha: neutralizada. Ninguém executa nada do seu arquivo.

O que precisa de uma pessoa

Nenhuma tabela entra no ar sozinha. Depois da importação, a loja vê os avisos, confere as faixas e publica. É uma decisão de gente, de propósito: a tabela é a palavra da loja sobre o produto, e a sugestão de tamanho fala em nome dela.

Também é gente que decide o escopo. Uma tabela pode valer pra loja inteira, pra uma categoria (todas as calças), pra uma coleção, pra um produto ou pra uma variante. A mais específica ganha. Marca feminina e masculina na mesma loja são duas tabelas, atribuídas por categoria ou coleção.

O que a cliente vê depois de publicar

Na página da peça, ao lado da imagem da roupa no corpo dela, aparece a sugestão: o tamanho, se está em estoque, e o vizinho "se prefere mais solto". Quando a cliente informou só o tamanho habitual, a confiança aparece como baixa. Quando os dados não separam dois tamanhos, aparece "não conseguimos recomendar com segurança" e um pedido de medida. Quando a loja ainda não publicou tabela, aparece exatamente isso, em vez de um número inventado.

Tudo dentro do preço de R$100 por mês mais R$1 por prova concluída. A consulta de tamanho sozinha não gera cobrança, e nenhuma peça é escondida por falta de tabela.

Resumo

A Abcielli combina experiência visual, operação guiada e leitura de intenção para aproximar cliente, loja e decisão de compra.

Perguntas frequentes

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